Seu método cabe em uma página?
Um método que só existe em explicações longas demais costuma esconder decisões ainda não definidas.
Complexidade não é profundidade
É possível estudar muito e ainda não possuir um método praticável. Isso acontece quando conceitos, indicadores e exceções se acumulam sem uma hierarquia clara. A pessoa reconhece os elementos na tela, mas não sabe quais deles realmente autorizam, impedem ou encerram uma decisão.
Profundidade não é quantidade de variáveis. É saber o papel de cada variável, o momento em que ela deve ser observada e qual decisão ela pode mudar.
As cinco linhas essenciais
Uma primeira versão útil do método responde a cinco perguntas: qual contexto aceito; qual condição procuro; qual evento autoriza a decisão; qual evento invalida a hipótese; e como encerro a exposição.
Se uma regra não altera nenhuma dessas respostas, ela pode ser apenas uma preferência visual ou uma hipótese ainda não validada. Isso não significa descartá-la, mas impedir que ocupe o mesmo nível das regras centrais.
Prática proposta
Escreva o método em uma página e entregue-o a uma pessoa que não acompanhou seus estudos. Marque toda frase que exigir uma explicação adicional. Depois transforme termos vagos — forte, bonito, limpo, esticado, provável — em condições observáveis.
Não tente criar a versão definitiva. Crie uma versão datada, estável durante uma amostra e aberta a revisão depois que existirem registros suficientes.
